Quem não consegue ver essa redivisão do mundo está olhando mais para os tik e toks da vida do que para a própria realidade. Mas o que faz um país poderoso, dominador e orgulhoso de si mesmo, enquanto outros como nós sequer conseguem se gostar?
Aos trancos e barrancos o mundo chega a 2026 repleto de incertezas diante de uma nova conjuntura geopolítica. Nestes meus 66 anos de vida, dos quais mais de 30 dedicados ao jornalismo político e econômico, não acreditava que ainda fosse assistir a essa estrondosa redefinição geopolítica, sem a necessidade de uma terceira guerra mundial.
Sim meus amigos é isso o que está acontecendo. Os Estados Unidos acordaram a tempo de impedir que o território americano (Norte e Sul) fosse tomado pela China e suas concessionárias (Rússia, Coréia do Norte e Cuba).
O embate com a Venezuela tem um recado claro de Trump para Putin e o império Chinês: Aqui Não. Para alguns historiadores estamos vivendo a reedição da Doutrina Monroe.
Articulada pela primeira vez em 1823, a Doutrina Monroe destinava-se, em grande medida, a impedir a influência colonial europeia no hemisfério ocidental.
Ou seja, ao mesmo tempo que Trump se afasta da Otan e da Onu, permitindo ações russas na Ucrânia e Chinesa em Taiwan, as forças americanas se voltam para a América do Sul, numa clara divisão da Terra em três territórios ou domínios: Fatia da Russía, China e Estados Unidos.
Quem não consegue ver essa redivisão do mundo está olhando mais para os tik e toks da vida do que para a própria realidade. Mas o que faz um país poderoso, dominador e orgulhoso de si mesmo, enquanto outros como nós sequer conseguem se gostar?
É espetacular ver o silêncio e respeito norte americano com seus símbolos e hino. Todo esse amor e respeito à própria história foi forjado em batalhas épicas em nome da liberdade e dos ideais americanos, pelos quais muitos deram e dão a vida a qualquer momento.
No Brasil nem a própria história é contada com orgulho, pois fomos dominados pelo o que havia de pior na Europa dos anos de 1500. E o pior, o brasileiro não gosta de ser fruto da mistura de Índios, Negros escravisados e brancos extrativistas e ladrões.
Nossos símbolos ainda carregam as cores da coroa portuguesa e todo brasileiro sonha em conseguir qualquer papelzinho que lhe dê a chance de uma nova cidadania.
Nasci no tempo do telex, telegrama e telefone de pulso elétrico, que necessitava de uma telefonista para fazer a conexão entre duas linhas telefônicas.
Vi com orgulho a chegada da máquina de escrever elétrica (IBM esfera) e do computador de linguagem Cobol, que precisava de um prédio inteiro para ser montado.
Minha geração viu o homem chegar à Lua e até hoje ainda há quem duvide. Vi nascer a bomba de Hidrogênio, capaz de destruir a vida sem derrubar uma casa sequer.
Agora vejo tudo ser redistribuído como em uma grande partida de poker, onde blefes e cartadas geniais irão dispor da minha vida, do meu filho, do meu neto e da sua.
Torcendo para que o novo dono do meu mundo seja o Tio San, pois as outras opções são horrorosas. Deus Salve a América.