Amigos tão perto e longe demais

Outro dia estive pensando sobre os efeitos ilusórios das mídias sociais. E bateu uma saudade enorme dos tempos pré-Watsap, quando o telefone tocava e quase sempre eram amigos querendo falar rápido para a conta não pesar, mas com muita vontade de encontrar a gente.

Hoje o bla bla bla sem sal das mídias sociais nos dão a falsa impressão de aconchego, proximidade. Mas nada que substitua aqueles dias de risadas e olhos nos olhos.

Tenho um querido amigo que parece o Coelho da Alice: Está sempre ocupado demais ou viajando. A última vez que o encontrei foi há uns dois anos, por sinal para atender a um favor e escoltar do Rio a Niteroi uma menina que havia comprado a minha moto, mas tinha medo de atravessar a ponte sozinha.

Cabral é um amigo daqueles que tem o coração do tamanho da Baia de Guanabara. Mas tem o pior desfeito: desaparecer. por isso quero usar esse artigo como uma espécie de apelo, tipo Scooby-doo: CABRAL CADÊ VOCÊ !